Recentemente, fazendo algumas pesquisas na internet sobre esse tema, encontrei um artigo de Tracy Brower; uma socióloga americana. Nesse artigo, publicado na Forbes, a socióloga pontuou algumas possíveis mudanças que podem ocorrer no mercado de trabalho após essa pandemia de covid-19.

Em sua análise, a pesquisadora cita cinco itens que possivelmente sofrerão mudanças positivas para a empresa e principalmente para o mercado. Mas, pra evitar que o post fique extenso e cansativo, vou falar apenas daqueles pontos que eu julgo importantes e que já apresentavam problemas antes da pandemia.

PRIMEIRO PONTO – Relação vertical das empresas;

Antes da pandemia eu havia conversado com alguns clientes sobre o que poderia acabar com uma empresa. Entre vários pontos citados, a falta de relacionamento entre gestores e colaboradores era algo grave e que precisava ser melhorado e muto. Com a chegada da pandemia isso mudou! Para Tracy, o relacionamento entre gestores e colaboradores pode melhorar bastante. Isso ocorre porque com a pandemia o quadro de funcionários diminuiu, e os que ficaram foram fortalecidos para encarar todas as dificuldades que possivelmente poderiam surgir, e os gestores tiveram que colocar a mão na massa. Como consequência, acredito que muitos gestores puderam ver (alguns acredito que pela primeira vez) como realmente funciona lidar cara a cara com os consumidores da empresa.

SEGUNDO PONTO – Local de trabalho

Para muitas empresas o cumprimento do horário de trabalho é algo sagrado, inegociável. Conheci amigos que foram penalizados e perderam algum tipo de benefício por conta de minutos de atraso ou, inclusive por faltas justificadas legalmente. Com a pandemia isso virou essas empresas de pernas para o ar, e hoje foram praticamente obrigadas a admitir que, ou se aplica uma flexibilização no modelo de trabalho, ou a empresa vai fechar as portas.

Nesse ponto, a pesquisadora Tracy Brower acredita que haverá um aumento de uma das formas de trabalho, como home office. Essa modalidade, que antes foi tão criticada hoje acabou mostrando que além de eficaz, pode aumentar a produtividade de alguns negócios. Além disso, para as instalações físicas da empresa, Tracy acredita que acontecerá uma melhora na limpeza e manutenção.

TERCEIRO PONTO – Processos menos burocratizados

Já ouvi e ainda ouço muita reclamação de empreendedores sobre a burocratização do governo para com as empresas, isso é real e concordo com eles, precisamos avançar e muito nisso. Mas, se pararmos para ouvir alguns dos feedbacks de alguns consumidores, vamos perceber que um dos fatores negativos que desestimulam determinadas compras de produtos ou serviços é o mesmo problema, a burocratização do processo, só que agora da empresa para com seus consumidores, o que também é verdade e também precisa ser melhorado rapidamente.

Nesse ponto Tracy acredita fala que os desafios que os empreendedores passaram e ainda estão passando, estão servindo como combustível para que eles busquem novas alternativas, caminhos diferentes, e isso com certeza vai criar novas perspectivas sobre como enfrentar problemas que possivelmente virão no futuro.

Em resumo, particularmente não acredito que vamos voltar ao que era antes, acredito que teremos um novo mercado de trabalho, inclusive com novas profissões, com valorização de profissões que antes não eram tão valorizadas, acredito que as empresas terão uma visão mais ampla sobre o seu papel social no local onde está inserida e acredito que muitos sairão ainda mais fortes do que eram. Talvez você esteja pensando agora, como assim Douglas, como sair mais forte se todos tiveram prejuízos enormes? Alguns inclusive tiveram que fechar as portas! Sim eu sei, inclusive lamento por isso, mas não é dessa força que eu meu refiro, me refiro à força emocional, à vontade de vencer, à persistência! Me refiro à capacidade incrível da resiliência dos brasileiros. Já vi e li muitas situações onde países conseguiram mudar o quadro de suas economias depois de um período longo de crise, e acredito que não será diferente em nosso país. Eu creio nisso, e você?